Educação que transforma: por que a inclusão na sala de aula é urgente?
Você já parou para pensar que muitos estudantes enfrentam barreiras invisíveis no aprendizado todos os dias? Muitas vezes, dificuldades de leitura e escrita são confundidas com falta de interesse ou baixo desempenho, quando, na verdade, podem ser sinais de dislexia ou outras neurodiversidades.
Dados do MEC mostram um cenário desafiador: 94% dos professores regentes nunca tiveram uma formação específica em educação inclusiva. É nesse abismo entre o diagnóstico e a prática que a Fundacred, em parceria com o Instituto Domlexia, decidiu agir através do projeto Adote uma Escola.
De onde nasceu essa semente?
A conexão entre as instituições floresceu no FNESP 2025, dentro do projeto Sementes do Amanhã. Mais do que um evento, foi um compromisso real com o ODS 4 (Educação de Qualidade). Para a Fundacred, apoiar a educação vai além do acesso ao crédito, trata-se de garantir que o estudante tenha condições reais de permanecer e aprender com dignidade.
O projeto na prática: Escola Estadual Cristóvão Colombo
Para iniciar o programa Adote uma Escola, o critério foi claro: buscar instituições com grande número de estudantes e desafios significativos de aprendizagem. A Escola Estadual Cristóvão Colombo, em Porto Alegre, abriu suas portas para essa jornada.
No dia 14 de abril, demos o primeiro passo presencial. Mais de 20 professores participaram de um ciclo de sensibilização profunda, abordando:
- Neurodiversidade: Entender que 10% população tem dislexia, a grande
maioria invisibilizada pela falta de laudo médico ou acompanhamento adequado, segundo dados Dyslexia International Association. E 25% dos estudantes possuem alguma dificuldade específica ou deficiência, conforme somatória da prevalência de
neurodivergências e PCD.
- Aprendizagem = Afeto + Estímulo Adequado: A base para um ambiente acolhedor.
- Desenho Universal para Aprendizagem (DUA): Uma metodologia que busca caminhos para que todos se sintam pertencentes.
Ferramentas para transformar o cotidiano escolar
Ao longo de quatro meses, os educadores passarão por mentorias online e presenciais, utilizando recursos como o premiado Jogo Dom, que simula desafios reais da sala de aula e ensina estratégias práticas de inclusão. O objetivo é que esses professores deixem de lado a insegurança diante de diagnósticos e passem a ser agentes de transformação.

O que acontece durante os quatro meses de projeto?
O programa é uma jornada de qualificação profunda com 20 semanas de duração e se divide em três fases:
1. O início: sensibilização e mão na massa
O projeto começou com uma oficina presencial de 8 horas. Nela, os mais de 20 professores participaram do Jogo Todos Temos Dom, uma vivência que simula os desafios reais da neurodiversidade em sala de aula.
2. O durante: acompanhamento e aplicação prática
A formação não para no primeiro encontro. Ao longo dos meses, os educadores passam por:
- Seis mentorias/Mediações online: encontros quinzenais para discutir casos reais e validar materiais pedagógicos.
- Aulão intermediário: um momento de reforço de conteúdo e adequação aos desafios específicos que surgirem no grupo.
- Construção de planos inclusivos: os professores desenvolvem seus próprios materiais baseados no Desenho Universal para Aprendizagem (DUA).
3. O pós: legado e reconhecimento
Ao final dos quatro meses, o projeto garante a perenidade do conhecimento:
- E-book digital: todos os planos de aula produzidos pelos professores são reunidos em um livro digital com registro ISBN, servindo de consulta para toda a rede escolar.
- Premiação: os melhores planos de aula inclusivos recebem um reconhecimento em vale-livros, incentivando a excelência pedagógica.
- Impacto multiplicador: estima-se que, a longo prazo, cada turma de professores impacte cerca de 3 mil estudantes.

Conclusão: Um compromisso com o amanhã
A inclusão não é uma jornada contínua. Quando investimos na formação de um professor, estamos, na verdade, impactando centenas de vidas que agora terão um olhar atento e especializado sobre suas potências.
A Fundacred acredita que o crédito educacional é apenas uma das pontas da mobilidade social. A outra ponta está na qualidade do ensino e na capacidade de acolher a diversidade humana em toda a sua complexidade.
Gostou deste conteúdo? Nossa atuação com o Instituto Domlexia é um reflexo direto do nosso compromisso com uma agenda global de transformação.
Clique aqui e saiba como a Fundacred renovou seu compromisso com o Pacto Global da ONU para seguir gerando impacto real.